10 de junho de 2012

Estrutura de trabalho escolar: passo-a-passo

Apresentação gráfica

Papel:
Branco/ formato A4

Digitação:
Cor preta

Fonte e tamanho da letra:
Elabore seu trabalho usando letras legíveis como Times New Roman, Arial, Book Antiqua, Courier New, Tahoma no Tamanho 12.

Recuo:
Primeira linha

Espaçamento:
Para melhor leitura do texto recomendo espaçamento 1,5; mas está adequado se optar por 1,15.

Margens:
Normal
superior - 2,5 cm inferior - 2,5 cm       esquerda - 3 cm direita - 3 cm

Parágrafo:
Os parágrafos deverão estar em formato JUSTIFICADO, pois promove ao texto uma aparência organizada.
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 Link para download do documento em formato Ms Word:
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SOBRECAPA
A sobrecapa deverá estar em formato CENTRALIZADO 
É a folha que cobre e protege a capa, podendo incluir as mesmas informações da capa.  
Imagem ilustrativa

CAPA 
 A capa deverá estar em formato CENTRALIZADO
A capa serve para reproduzir informações de seu trabalho como: nome da instituição de ensino, título e, se houver, subtítulo; nome de quem requeriu etc. 
Dica: Você pode colocar os dados da disciplina, professor... (3º enunciado abaixo) em uma tabela. Alinhe-a para obter o resultado desejado.
Obs.: Não esqueça de deixar a tabela sem borda.


Imagem ilustrativa

DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO
Desenvolvimento do trabalho ou pesquisa. Nessa etapa, você irá expor a pesquisa ou discutir o assunto abordado.
Lembre-se os parágrafos deverão estar em formato JUSTIFICADO, letras Times New Roman, Arial, Book Antiqua, Courier New, Tahoma no Tamanho 12. Espaçamento 1,5 e Recuo do paragráfrafo: 1 linha.
Imagem ilustrativa



CONCLUSÃO
É a parte que você concretiza seu trabalho, fica por sua conta sintetizar o conteúdo pesquisado. Deverá também colocar de modo explícito, com clareza e objetividade o que você compreendeu.
Imagem ilustrativa

BIBLIOGRAFIA
Parte que se destina à identificação das publicações inseridas no trabalho
Recomenda-se deixar as referências bibliográficas alinhadas somente à margem esquerda e com espaço simples entre linhas.
Imagem ilustrativa

Orientações básicas
Livro:
SOBRENOME, Nome. Título da Obra: subtítulo (se houver). 1. ed. Local: Editora, ano, p. x.
(se tiver colocado mais de uma página: p. xx- xx)
Filmes e documentário:
TÍTULO. Autor e indicação de responsabilidade relevantes (Diretor, Produtor, Realizador, Roteirista e outros). Coordenação (se houver). Local: Produtora e distribuidora, data. Descrição física com detalhes de unidades, duração em minutos, sonoro ou mudo, legendas ou de gravação. Série, se houver, notas especiais.
Revista:
TÍTULO DA REVISTA. Local: Editora, volume, número, mês e ano, p. xxx-xxx.

Para mais modelos, consulte os links:


PARECER DO PROFESSOR
O professor exporá sua opinião sobre seu trabalho e/ou justificará sua nota.

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FOLHA EM BRANCO
Serve para proteger a parte final de seu trabalho.


Imagem ilustrativa

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Observação: este esquema foi baseado em padrões acadêmicos, não significando que monografias devem ser formatadas desta forma. O meu objetivo foi mostrar um modelo aos estudantes para deixar seus trabalhos mais organizados, isto é, com uma estética aceitável. Recomendo consultar as normas da ABNT para sanar possíveis dúvidas.

Referência Bibliográfica:

RODRIGUES, André Figueiredo. Como elaborar monografias - São Paulo: Associação Editorial Humanitas, 2005. 
__________ , Como elaborar referência bibliográfica. 5ª ed. São Paulo: Associação Editorial Humanitas, 2004. 
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3 de junho de 2012

Gênero Textual: Propaganda

O discurso publicitário usa outdoors, televisão, rádio, jornal, revista, internet para vender seus produtos através de mensagens que procuram convencer para conseguir consumidores. É a propaganda, cujas mensagens geralmente são curtas, breves, diretas e positivas, com predomínio da forma imperativa (interlocução direta, com uso da terceira pessoa, vocativos, etc.), presente no slogan, um enunciado repetido a exaustão. Aliado a essa estratégia discursiva verbal, o texto publicitário compõe-se também de linguagem não verbal, em formato de suporte, as imagens, ilustrações e animações são de grande importância na construção de um discurso que explora os desejos de consumo da sociedade moderna. Quando veiculados em rádio, televisão, internet, também o som é de suma importância. É um gênero textual essencialmente multissemiótico, em que os argumentos de venda, embora pareçam lógicos, caracterizam-se por apelos totalmente emocionais e pelo uso de padrões sociais, estéticos, etc. 
COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. 2. ed. rev. ampl. - Belo Horizonte: Autêntica, 2009, p.171.

Veja a propaganda da TNT para promover seu novo canal em alta definição
Com esse vídeo, a emissora conseguiu entrar no ranking dos comerciais mais assistidos no mundo.

A trama é iniciada a partir do momento em que uma pessoa aperta um botão com a seguinte frase: "aperte para adicionar drama" . O enredo acontece na Flemish Square, em uma pequena cidade  da Bélgica.



Saiba mais por Ana Tereza 
A linguagem publicitária 
A função do texto publicitário é convencer seu público a comprar um produto ou, até mesmo, a modificar seu comportamento. Na mensagem publicitária ocorre a confluência de dois tipos de linguagem: a verbal e a não verbal que se mesclam, interagem-se e se completam.
Embora a propaganda se utilize de recursos estáticos, existe uma diferença fundamental entre a arte e ela. Os artistas ampliam o universo estático de seus receptores, suas produções pressupõem uma multiplicidade de leituras, pois os textos são polivalentes. Já o texto publicitário oferece ao consumidor um mundo fechado, levando-o a uma única atitude/leitura: consumir. O publicitário tem como meta a fórmula AIDA (atenção, interesse, desejo, ação): se seu anúncio conseguir levar o consumidor a esses estados de consciência, haverá concretização da venda. Mas como atingir esses estados? Através de um texto que não será fruto simplesmente da inspiração,mas, antes de tudo, de um detalhado estudo do mercado, do consumidor e dos produtos concorrentes.
Estrutura do texto publicitário
Hoje em dia é cada vez mais frequente a ocorrência de textos publicitários que se apoiam somente na imagem e, quando muito, têm com texto somente o slogan. Slogan é uma frase curta, concisa e eufônica (aqui entra a exploração sonora do significante com aliterações, assonâncias, paronomásias, etc.) que identifique o produto: Mil e uma utilidades (Bombril), por exemplo.
Mas normalmente o texto publicitário apresenta os seguintes componentes: 

1. Título: manifesta o reconhecimento de uma necessidade ou desejo do consumidor. Funções do título num anúncio publicitário. 
a) selecionar seu público: o título isola, numa grande massa de consumidores, aqueles que quer atingir: donas-de-casa, crianças, empresários, etc. 
b) provocar curiosidade: procura de fórmulas que rompam a apatia do consumidor e estimulem a prosseguir lendo o anúncio. 
c) informar: os títulos devem ser capazes de deter o consumidor e levá-lo à leitura do texto e devem também, relacionar a experiência do leitor com as vantagens oferecidas pelo produto anunciado.
 2. Corpo do texto: além de inspiração, talento literário e preocupação estética, o redator deve ter consciência clara dos objetivos do anúncio e dos recursos que tem à sua disposição, enquanto técnica. Devem orientar seu raciocínio estes princípios: 
a) o texto deve reconhecer um desejo ou uma necessidade do leitor
b) o texto deve conter a satisfação desse desejo ou necessidade;
c) o texto deve oferecer a comprovação de que essa satisfação será real
d) o texto deve justificar a ação que o leitor tomará (e todo texto publicitário, pelo seu caráter conotativo, espera que o leitor passe à ação). 
Fazem parte, portanto, do corpo do texto
*apresentação dos argumentos: como o produto anunciado pode satisfazer a necessidade ou desejo do consumidor. 
* comprovação e desenvolvimento dos argumentos: reforço da ideia através de provas ou maiores detalhes dos argumentos apresentados. É o momento de quebrar qualquer objeção ou resistência do consumidor. As formas mais comuns de comprovação são: especificação de qualidade, testemunhos, reputação do fabricante, reconhecimento oficial, desempenho do produto, opinião de especialistas, garantia, índice de vendas. 
Os requisitos do texto publicitário são os mesmos de qualquer texto em prosa ou poesia: clareza, concisão, precisão e vigor: 
* clareza: o texto deve exigir um esforço mínimo de leitura;
* concisão: o texto deve ser breve e denso; 
* precisão: deve dar-se preferência a elementos objetivos e concretos que conduzam à ação e evitar-se elementos vagos e generalizados;
*vigor: o texto deve comunicar-se com entusiasmo os benefícios e vantagens que o produto oferece.
Referência Bibliográfica: OLIVEIRA, Ana Tereza Pinto de. Minimanual compacto de redação e estilo: teoria e prática. - São Paulo: Rideel, 1999, p.309-312..

2 de junho de 2012

Intertextualidade

Intertextualidade

Alguns textos dialogam entre si, influenciando a linguagem um dos outros. A essa "conversa" entre textos dá-se o nome de INTERTEXTUALIDADE. Às vezes, o uso ou troca de ideias entre os textos visa a reforçar um pensamento, ampliar, parodiar, criticar, ou mesmo, opor-se a uma ideia anterior.

Leia os textos a seguir, e observe como alguns autores compõem sua mensagem a partir de textos elaborados por outros autores.

Dois Anjos. Raphael Sanzio.

TEXTO I
Poema de sete faces

"Quando eu nasci, um anjo torto
Desses que vivem na sombra
Disse: vai Carlos! Ser gauche na Vida."
[...]
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, in Algumas poesias. Rio de janeiro: Aguilar, 1964. (Fragmento)

TEXTO II
Até o fim

"Quando eu nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim."
[...]
CHICO BUARQUE. Letra e música. São Paulo: Cia. das Letras, 1989. (fragmento).

TEXTO III
Com licença poética

"Quando nasci um anjo esbelto,
Desses que tocam trombeta, anunciou: 
Vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher
Esta espécie ainda envergonhada."
[...]
ADÉLIA PRADO. Bagagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986. (fragmento).

Você observou que, a partir do texto do poeta Carlos Drummond de Andrade, Chico Buarque e Adélia Prado estabeleceram uma intertextualidade, e assim criam novos textos que "dialogam" com o Poema de sete faces.
No texto de Drummond, um anjo torto parece amaldiçoar o destino do eu lírico: ele vai ser gauche, andar errado, ser torto como o próprio anjo. O anjo de Chico Buarque também decreta que o eu lírico será errado, mas o eu lírico brinca com o anjo. Chama-o de safado, de chato e afirma: vai até o fim. Chico Buarque parece mostrar que é possível ser gauche e estar de bem com a vida.
Em Adélia Prado, a intertextualidade está explícita logo no título: Com licença poética. O seu anjo é esbelto; não é torto, não é gauche. Exibe-se, toca trombeta e, no lugar de uma maldição, anuncia sua tarefa: "Vai carregar bandeira". O eu lírico contesta que ser coxo (gauche) possa ser considerado maldição para uma mulher. Assim, tanto Chico Buarque quanto Adélia Prado traçam novas possibilidades de destino para seu eu lírico.

Sarmento, Leila Lauar. Português: leitura, produção, gramática. - 2.ed. - São Paulo: Moderna, 2006, p. 270-271.

1 de junho de 2012

Ortografia: O uso da LETRA ‘H’




A letra H é uma letra que não representa fonema. Seu uso se limita aos dígrafos ch, lh e nh, a algumas interjeições (ah, hã, hem, hip, hui, hum, oh) e a palavras em que surge por razões etimológicas. Observe algumas palavras em que surge o H inicial:
hagiografia, haicai, hálito, halo, hangar, harmonia, harpa, haste, hediondo, hélice, Hélio, Heloísa, hemisfério, hemorragia, Henrique, herbívoro (mas erva) hérnia, herói, hesitar, hífen, hilaridade, hipismo, hipocondria, hipocrisia, hipótese, histeria, homenagem, hóquei, horror, Hortênsia, horta, horto (jardim), hostil, humor, húmus.
Em “Bahia”, o H sobrevive por tradição histórica. Observe que nos derivados o H não é usado: baiano, baianismo.

CURIOSIDADES
(Contexto histórico – BAHIA)

Em carta de 1504, relatando sua viagem de 1501, Américo Vespúcio noticia a descoberta da região, que recebe o nome de Baía de Todos os Santos, por possuir uma grande enseada e ter sido descoberta a 1º de Novembro de 1501, dia de Todos os Santos1. A forma de ortografar “o nome Bahia é escrita com H por mera tradição. Pois, o acadêmico Pedro Calmon propôs, na sessão da Academia Brasileira de Letras, a 5 de agosto de 1943, que esse topônimo fosse assim grafado, quando se referisse ao Estado. A proposta foi aprovada na sessão do mesmo mês e ano2.  
Conforme Nilce Sant´anna Martins em seu livro Introdução à Estilística,1997: “Os baianos não consentiram que o nome do seu Estado sofresse reforma ortográfica, o que seria uma quebra da tradição e, por isso, se fez a exceção, distinguindo-se o mero acidente geográfico baía do próprio Bahia”.


1 Enciclopédia Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1992.
2 SACCONI, Luiz Antonio. Não erre mais!--28ª ed. São Paulo: HARBRA, 2005.

30 de maio de 2012

Gênero textual: Conto

  Assim com a novela e o romance são do tipo narrativo, assim também o conto literário o é. Em contraste com o romance, que geralmente é mais longo, o conto é mais curto (short story, no inglês), isto é, de configuração material narrativa pouco extensa, historicamente verificável. Essa característica de síntese traz outras: número reduzido de personagens ou tipos; esquema temporal e ambiente econômico, muitas vezes, restrito; uma ou poucas ações, concentrando os eventos e não permitindo intrigas secundárias como no romance ou na novela, e uma unidade técnica e de tom (fracção dramática, sedutora, em que tempo e espaço e personagens se fundem, muitas vezes) que o romance não mantém.
A limitação de extensão e síntese do conto tem a ver com suas origens socioculturais e circunstâncias pragmáticas. Ele tem origem nos casos/ causos populares que, com sua função lúdica e moralizante, tanto seduziam  e seduzem o auditório presencial dos contadores de casos das comunidades. Associa-se ao desejo humano de compartilhar acontecimentos, sentimentos e ideias. Trata-se da atmosfera mágica do "Era uma vez...", presente nas narrativas ou relatos que deram origens às histórias de Mil e uma noites, por exemplo, a tantas fábulas, a tantos contos de fadas. Socioculturalmente, portanto, o conto literário tem sua origem na cultura oral, enquanto o romance é regido pela cultura escrita/leitura.


Conto Popular

Historicamente, os contos populares são herança de crenças e mitos primitivos que se adaptaram a novos contextos culturais. Como o caso/ causo e o conto literário, o conto popular também é  breve e curto, com número reduzido de personagens geralmente são anônimas e culturalmente prototípicas (rei, princesa, dragão, padre, moleiro...) Enunciativa, as fórmulas introdutórias do tipo "Em um reino muito distante...", de localização temporal indefinida, acabam dando ao conto um caráter de permanência temporal (passado e atual), além de colocá-lo no  mundo ficcional. Mas há outras características pragmáticas que o diferenciam do conto literário: origem: vêm das camadas hegemônicas, não letradas da população, como também o vêm os provérbios, as adivinhas, os jogos de palavras, as cantigas..., que fazem parte de uma literatura oral tradicional, não institucionalizada, transmitida de geração para geração; emissão/ produção: é feita por um tipo de sujeito coletivo, pois é a comunidade que legitima os discursos anônimos da tradição cultural de um povo, produzidos por intérpretes pontuais que, muitas vezes, inovam, atualizam esses discursos , conservando-lhes, contudo, a essência, enquanto no conto literário existe escritor/ autor, que é um sujeito que se pode identificar e nomear e tem controle relativo de sua produção; recepção: trata-se também de um interlocutor coletivo que limita as inovações individuais dos intérpretes tanto por intervenções ou comentários quanto por uma espécie de censura promovida por crenças, costumes e ética da comunidade em que circulam os contos; temática: é tão diversa que exige uma imensa tipologia de contos: contos maravilhosos ou de encantamento, da carochinha, de animais, de adivinhação, contos religiosos, contos etiológicos...; ingredientes: um dos principais ingredientes desses contos é a irracionalidade: a galinha dos ovos que bota ovos de ouro, a fada que transforma uma criada em princesa com um toque de sua vara, animais que falam, etc. 

COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. 2. ed. rev. ampl. - Belo Horizonte: Autêntica, 2009, p. 74-75-76.

 Confira mais de 60 contos ilustrados de autores consagrados escritos para crianças, jovens e adultos e publicados na revista NOVA ESCOLA.
Link: http://revistaescola.abril.com.br/leitura-literaria/era-uma-vez-contos.shtml?page=0

A estrutura do enredo
  •  Introdução (ou apresentação): geralmente coincide com o começo da história; é o momento em que o narrador apresenta os fatos iniciais, as personagens e, às vezes, o tempo e o espaço.
  • Complicação (ou desenvolvimento): é a parte do enredo em que é desenvolvido o conflito.
  • Clímax: é o momento culminante da história, ou seja, aquele de maior tensão, no qual o conflito atinge o seu ponto máximo.
  • Desfecho (ou conclusão): é a solução do conflito, que pode ser surpreendente, trágica, cômica, etc., e corresponde ao final da história.

26 de maio de 2012

Emprego da vírgula

Estudo da língua: 


  • Usa-se vírgula para isolar expressões explicativas, como isto é, por exemplo, ou melhor, a saber, ou seja:

Ex.: Combinamos que todos contribuirão com a campanha. Eu, por exemplo, doarei dez quilos de alimentos não perecíveis.
  • Usa-se vírgula para separar, em uma enumeração, os termos com a mesma função.
Ex.: Havia sobre a mesa papéis, revistas, agenda, dicionário e um estojo.
  • Usa-se vírgula para separar o vocativo, ou seja, a pessoa  a quem se chama ou se nomeia em uma frase.
Ex.: Lucas, quem você convidou para o seu aniversário?
  • Usa-se a vírgula para separar o aposto, ou seja, o termo da oração que explica, esclarece, resume ou identifica o nome que se refere. 
Ex.: Salvador, capital da Bahia, aumentou o turismo no Brasil.
  • Usa-se vírgula para destacar o adjunto adverbial quando ele estiver anteposto ao verbo.
Ex.: Aqui, trabalho nunca falta. 

A vírgula pode ainda:

a) Indicar a supressão do verbo.

Ex.: Flávia entregará a pesquisa hoje e Henrique, (entregará) só amanhã.

b) Separar nomes de lugar em datas e em endereços.

Ex.:
-> Curitiba, 16 de junho de 2011.
-> Avenida Rui Barbosa, 303.

c) Separar orações de sentido completo, não ligadas pela conjunção e.

Ex.:
-> Fui ao banco pela manhã, registrei uma nova senha.
                     1ªoração          /          2ªoração

-> Li a carta, guardei-a na gaveta
     1ªoração /          2ªoração

d) Separar orações de sentido completo, ligadas pela conjunção e, mas que apresentam diferentes sujeitos.

Ex.:
    (sujeito = o taxista )                        (sujeito= nós)
-> O taxista parou no aeroporto, e logo nós pegamos o avião.
      1ªoração                               /                2ªoração

      (sujeito = o tenista)                  (sujeito= o público)
-> O tenista venceu o campeonato, e o público aplaudiu.
         1ªoração                                 /           2ªoração


e) Separar orações subordinadas.

Orações subordinadas são aquelas que dependem de uma outra oração para ter sentido completo.

Ex.:
 -> A paisagem de Angra dos Reis é magnífica.
-> A paisagem de Angra dos Reis convida-nos ao lazer. 

-> A paisagem de Angra dos Reis, que é magnífica, convida-nos ao lazer 
                oração principal        /oração subordinada explicativa /      oração principal


f) Separar orações subordinadas que tiverem a função de adjunto adverbial e que aparecem antes da oração principal.

Ex.:
 -> Como o carnaval se aproxima, sairemos de férias por uma semana.
      oração subordinada adverbial /                oração principal

-> Quando abril a bolsa, viu o bilhete.
oração subordinada     /  oração principal
adverbial


g) separar orações intercaladas ou interferentes.

Ex.:
 -> O noticiário de hoje, disse ele, anunciou a queda dos juros. 
-> Esta greve, explicou o sindicalista, não é política.


A vírgula não é empregada:

I- No período formado por uma só oração:

a) Não se separa com vírgula o sujeito do predicado.
Ex.: 
-> A banda de roqueiros tocou para a imensa plateia.
         sujeito                    /  predicado

-> O barulho do telefone acordou-me
          sujeito                   /  predicado

b) Não se separa com vírgula o verbo de seu complemento.
 Ex.:
-> O ginasta venceu a prova com facilidade.
                       verbo /        complemento

-> As estradas brasileiras necessitam de reparos urgentes
                                                verbo     /      complemento

c) Não se separa com vírgula o nome de seus adjuntos adnominais e complementos nominais.

ex.:
-> O analista de sistema ficou satisfeito com o aumento de salário.
        nome   / adjunto adnominal

-> Os passageiros tinham medo de assaltos;
                                         nome / complemento nominal


II -  No período formado por duas ou mais orações:

a) Não se separa com vírgula a oração principal da oração subordinada que tem função de substantivo.

Ex.: 
-> O público exigiu que o show continuasse.
oração principal     /  oração subordinada equivalente a continuação do show 

-> A mãe esperou que o filho voltasse.
Oração principal   / oração subordinada equivalente a volta do filho

b) Não se separa a oração principal da oração subordinada que tem função de adjetivo e que não é uma oração explicativa.

Ex.: 
-> O quadro que leiloaram retrata a guerra espanhola.
oração subordinada equivalente a leiloado

-> A casa que alugamos fica no Sul.
oração subordinada equivalente a alugada

c) Não separam as orações de sentido completo, ligadas por e, e com o mesmo sujeito. 

Ex.: 
-> O cliente pagou e (o cliente) agradeceu ao vendedor.
-> (Ele) Chegou e (ele) abraçou-me.


25 de maio de 2012

Como surgiram os nomes dos meses?

Janeiro não existia no antigo calendário romano, que começava por março, e tinha apenas 10 meses. Numa Pompílio, no século VII a.C., acrescentou ianuarius para o início do ano e februarius para o fim, que mais tarde passou a segundo. Janeiro vem de Jano, deus dos princípios e dos fins, que era considerado o porteiro do céu, e os romanos o tinham como protetor à entrada de suas residências. Antes de iniciar qualquer empreendimento, os romanos imploraravam a sua proteção. Jano era assim, o deus das portas (em latim, janua), tanto das que abriam quanto das que fechavam.

Fevereiro nos vem de februarius, nome que tem origem na deusa da purificação, Februa. Os romanos, pagãos, preocupavam-se muito com ela, depois das suas constantes e suntuosas orgias.

Março, que era o primeiro mês do ano, vem de Marte, deus da guerra, outra das grandes preocupações dos romanos, grandes guerreiros.

Abril, que nada tem que ver com abrir, é nome de origem etrusca e signofica o segundo; de fato, era o segundo mês do antigo calendário dos etruscos e dos romanos.

Maio era o mês dedicado aos senadores e às pessoas idosas; vem de maiorem.

Junho provém de juniorem, em virtude de Rômulo, o fundador de Roma, dedicar-se esse mês às pessoas jovens.

Julho foi neme dado em homenagem a Caio Júlio César, o imperador de Roma. Como era o quinto mês do ano, chamava-se apenas mensis quinctilis (quinto mês). No ano 45 a. C., o imperador Marco Antônio, ao desejar homenagear o seu amigo Caio Júlio César, mudou o nome.

Agosto nos vem de Augustus, título que recebe o mesmo Caio Júlio César, por ter no sextilis mensis (sexto mê) obtido três importantes vitórias militares. De Augustus passou, no latim vulgar, a agustu e daí ao português agosto.

Setembro, como o próprio radical indica, era o sétimo mês do ano; provém de septembre.

Outubro (de octubre) era o oitavo mês do ano, assim como novembro, do latim novembre, era o nono e dezembro, do latim decembre, era o décimo.

Todos esses nomes latinos tiveram trocada a vogal final, de e para o, por influência dos nomes de outros meses: janeiro, fevereiro, março, etc.

SACCONI, Luiz Antonio. Não erre mais. - 26. ed. reform. e ampl. - São Paulo: Atual, p.134-135.

Gênero textual: adivinha

  O que é adivinha?

Pergunta ou questão enigmática que geralmente exige resposta ou solução engenhosa. A questão-problema proposta, geralmente a guisa de brincadeira, não raro, é formulada em versos metrificados e/ou rimados. A enunciação da ideia, fato, objeto ou ser vem envolta numa alegria, procurando-se dificultar-lhe a descoberta. A interpretação da linguagem metafórica e/ou comparativa pode levar à decifração da adivinha.


COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. 2. ed. rev. ampl. - Belo Horizonte: Autêntica, 2009, p. 30.


Etimologia da palavra alma


do hebraico almi, corruptela de anim, sopro, hálito.

Moisés diz que Deus, depois de ter feito Adão de barro, sopou-lhe nas ventas, infundindo-lhe, assim, uma alma, isto é, o princípio da vida.

VICTORIA, Luiz. Dicionário da origem e da Evolução das palavras.2.ed. - Rio: Editora Científica, 1960, p. 11.

Etimologia da palavra aluno




Originalmente, esse vocábulo significa criança de peito; em seguida, por extensão, o que é nutrido, e finalmente, educado (o que nutre o espírito).


VICTORIA, Luiz. Dicionário da origem e da Evolução das palavras.2.ed. - Rio: Editora Científica, 1960, p. 11.

Etimologia da palavra abelhudo


curioso, metediço, atrevido.


O termo vem de abelha. Este inseto penetra por toda parte, para colher o pólen com que fabrica o mel. Assim o abelhudo intromete-se em tudo, mas essa intromissão, nem sempre produz resultados adocicados.

VICTORIA, Luiz. Dicionário da origem e da Evolução das palavras.2.ed. - Rio: Editora Científica, 1960, p. 07.

Citação: Lar, doce lar.


Lar, doce lar.

Origem: Estas palavras constituem o primeiro verso de uma amável canção que corre mundo. São da lavra do americano John Howard Rayne.



VICTORIA, Luiz. Dicionário da origem e da Evolução das palavras.2.ed. - Rio: Editora Científica, 1960, p. 236.

Citação: O inferno está pavimentado de boas intenções.




Imagem:radiacaodefundo.haaan.com
O inferno está pavimentado de boas intenções.

Origem: Browell atribuiu esta frase a Smamuel Jhonson, mas Walter Scott, no romance "The Bride of Lammermoor", enuncia-a como pertencendo a um teólogo inglês, que ele não cita.





VICTORIA, Luiz. Dicionário da origem e da Evolução das palavras.2.ed. - Rio: Editora Científica, 1960, p. 225.

24 de maio de 2012

Citação latina: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste.

Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste.


Origem: palavras hebraicas pronunciadas por Cristo ao expirar na cruz.


VICTORIA, Luiz. Dicionário da origem e da Evolução das palavras.2.ed. - Rio: Editora Científica, 1960, p. 222.

Citação latina: Eis o homem!

Ecce homo!

Eis o homem! 


Origem: palavras de Pilatos aos judeus, quando lhes apresentou Cristo, coroado de espinhos.




VICTORIA, Luiz. Dicionário da origem e da Evolução das palavras.2.ed. - Rio: Editora Científica,1960, p. 220.

Citação latina: Vini, vidi, vici.

Vim, vi e venci.

Origem: palavras com que César descreve ao Senado a campanha relâmpago em que venceu Farnace, rei do Ponto



VICTORIA, Luiz. Dicionário da origem e da Evolução das palavras.2.ed. - Rio: Editora Científica, 1960, p. 218.

Citação latina: Margaritas ante porcos.

Pérolas aos porcos.

Origem: palavras do Evangelho. Aplicam-se quando falamos de coisas diante de alguém que é incapaz de apreciá-las.



VICTORIA, Luiz. Dicionário da origem e da Evolução das palavras.2.ed. - Rio: Editora Científica, 1960, p. 204.

Alea jacta est.

O dado está lançado.


Origem: Roma para se proteger, cominava as maiores penas a quem atravessasse o rio Rubicão que separava a Gália Cisalpina da Itália. Quando César marchou contra Pompeu, hesitou a princípio, mas depois, exclamando alea jacta est, atravessou o rio e marchou sobre Roma.


VICTORIA, Luiz. Dicionário da origem e da Evolução das palavras.2.ed. - Rio: Editora Científica, 1960.

25 de março de 2012

Tempo

Dizem que o destino há um deus quem o faz.
Às vezes, creio que temos em nossas mãos
as chaves das portas que nos levam ao acaso.
Em outros, um caminho coberto de flores aveludadas.
Em quantas estações nos perdemos
sem que ao menos pudéssemos nos encontrar?!

O tempo, o senhor de todas as divindades,
não nos dá respostas concretas
para que possamos nos preparar para os imprevistos
que a vida nos faz passar, tampouco, dá-nos nova chance
para podermos reconstruir o que, nós próprios,
por tolice ou por descuido deixamos que se quebrasse.

Dizem que esse tempo é mutável e constante,
o senhor de todas as razões,
por vezes, sem sentido e desatinado.
Mas, quando se encontra com o coração
as razões se desconhecem,
a vida toma direções que nem sempre
se imaginava que fosse levada.

Neste instante, percebemos que não há fórmulas,
nada que se possa mensurar, a incerteza de um destino
que a vida nos faz passar, e que o tempo nada mais é
do que o liame entre o existir e se encontrar!

Daniela Santos